Por muito tempo, escolher um emprego parecia uma equação simples: salário + estabilidade.
Mas essa lógica já não explica mais as decisões de carreira dos brasileiros.
Um estudo recente mostra que o trabalhador mudou e as empresas que não acompanharem essa mudança vão sentir dificuldade para atrair, engajar e reter talentos.
O que o brasileiro mais valoriza no emprego?
De acordo com o Workmonitor 2025, pesquisa global da Randstad, o trabalhador brasileiro está entre os mais exigentes do mundo quando o assunto é qualidade de vida, coerência de valores e desenvolvimento profissional.
Foram ouvidos cerca de 755 empregados brasileiros de diferentes setores e formatos de trabalho.
As principais prioridades hoje são:
- Remuneração justa (92%)
- Flexibilidade de horário (83%)
- Flexibilidade de local de trabalho (80%)
- Alinhamento de valores com a empresa (58%)
Ou seja: salário ainda importa, mas não sozinho.
Trabalho precisa fazer sentido
Outro dado chama atenção: o crescimento da importância do chamado propósito.
Para muitos brasileiros, não basta trabalhar, é preciso acreditar onde se trabalha.
- 58% rejeitariam uma vaga se os valores da empresa não fossem compatíveis com os seus
- 28% já pediram demissão por discordar do posicionamento da liderança
- 37% deixaram um emprego por falta de oportunidades de crescimento
Isso mostra uma mudança clara: as pessoas não estão mais dispostas a “aguentar qualquer coisa” em nome de um cargo.
Ambientes tóxicos perderam espaço (e talentos)
O estudo também revela que o brasileiro está entre os que menos toleram ambientes de trabalho tóxicos.
Mais da metade dos entrevistados afirmou que:
- já saiu de um emprego por conta do clima organizacional
- sairia novamente se não se sentisse pertencente
O que entra no lugar disso?
Ambientes mais humanos, lideranças acessíveis, respeito à saúde mental e relações menos hierarquizadas.
O que tudo isso diz sobre o futuro do trabalho?
O trabalhador brasileiro está mais consciente, mais seletivo e mais estratégico. E isso muda a lógica da carreira.
Hoje, crescer profissionalmente não é só mudar de emprego, mas:
- buscar ambientes melhores
- desenvolver novas competências
- se preparar para funções mais qualificadas
É nesse ponto que a educação entra como ferramenta real de mobilidade profissional.
Qualificação como resposta prática a esse cenário
Diante de um mercado mais exigente e em transformação, investir em formação deixou de ser opcional.
Cursos de graduação e pós-graduação:
- ampliam possibilidades de atuação
- aumentam competitividade
- ajudam o profissional a escolher onde e como quer trabalhar
Especialmente quando oferecem flexibilidade, formação atualizada e reconhecimento oficial.
Em resumo, o estudo mostra que o brasileiro não quer apenas um emprego. Quer equilíbrio, respeito, crescimento e sentido.
E quem entende isso e se prepara, sai na frente.
👉 Se você sente que o mercado mudou, você está certo. A pergunta agora é: como você vai se posicionar dentro dele?

